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Um ano depois do crime, série de atos homenageia Marielle e Anderson











Uma série de atos em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e ao motorista Anderson Pedro Gomes são organizados nesta quinta-feira (14) no Rio de Janeiro e várias cidades do país e também no exterior. Hoje o assassinato completa um ano e as manifestações querem cobrar por justiça. O conjunto de protestos denominado “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorrerá em mais de 20 pontos do Rio e deve contar com atos em outros estados e em cidades da América do Sul, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.
No Rio, a maior parte das manifestações está programada esta manhã, reunindo panfletagens e encontros de manifestantes em bairros da zona sul, oeste e norte da cidade, além do centro. A Cinelândia, região em que fica a Câmara Municipal, onde Marielle atuava, será palco de atividades a partir das 8h desta quinta-feira e haverá ainda um ato político e cultural às 16h. Marielle e Anderson também serão lembrados em uma missa na Candelária, às 10h. Há atos previstos em Barra Mansa, Macaé, Cabo Frio, Teresópolis, Petrópolis, Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Familiares pedem esclarecimento sobre mandante do crime
A necessidade de esclarecer os possíveis mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes manterá a cobrança sobre a Polícia Civil e o Ministério Público fluminense. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com quem Marielle trabalhou, destacou que ainda é preciso revelar a motivação do crime. “Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual o objetivo político e qual a motivação”, disse Freixo.
A irmã da vereadora, Anielle Franco, considerou que as prisões desta semana são um grande passo, e o pai dela, Antônio Francisco da Silva, disse que sua angústia diminui um pouco. A viúva de Anderson Gomes, Ághata Reis, ponderou que as prisões são só um começo. “O que aconteceu foi muito maior do que a gente poderia imaginar. É realmente um divisor de águas. A prisão desses dois é só um começo, um pontapé. Tem muita coisa ainda para ser descoberta, para que a gente ponha um ponto final no nosso sofrimento. Queremos descobrir o mais rápido se houve um mandante”
A viúva de Marielle, Mônica Benício, afirmou que a solução completa do caso é um dever do Estado com a sociedade, a democracia e os familiares das vítimas. “A gente tem que pensar que mais importante que prender mercenários é responder à questão mais urgente e necessária de todas, que é quem mandou matar a Marielle e qual foi a motivação para o crime. Espero não ter que aguardar mais um ano para ter essa resposta”, disse Mônica.
PSOL lança site em homenagem a Marielle
À meia noite de hoje o PSOL, partido ao qual Marielle era filiada, lançou a página #FlorescerPorMarielle. O site reúne homenagens a vereadora, com um perfil de Marielle, seus principais projetos e depoimentos de pessoas próximas. Também é possível baixar até a placa com a rua que leva o nome da política.
Relembre o caso
Marielle e Anderson foram assassinados na noite de 14 de março de 2018 quando retornavam de ato político, no centro do Rio. O carro em que estavam foi atingido por 13 tiros. A vereadora foi alvejada na cabeça e o motorista morreu com disparos pelas costas. Ontem (12) uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos do assassinato Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar, e Elcio Vieira, ex-policial que foi expulso da corporação.
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